Bairro Eldorado
Foto: Divulgação
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EDITORIAL - No 1º turno das eleições era, aparentemente, cada um por si e Deus por todos. Agora, no 2º turno, o panorama se transformou bastante com os candidatos derrotados querendo um lugar ao sol ao lado do rei, o prefeito.
A política de Contagem cheira mal. Os acordos buscam os votos e o apoio daqueles que investem nos próprios currais eleitorais, já com o propósito de negociar cargos e recursos de campanha.
Acreditem ou não: em Contagem, ainda existem alguns pseudos coronéis que formam currais eleitorais por meio de instituições assistenciais. A intenção é colocar a população dependente, oferecendo benefícios que deveriam ser de responsabilidade da prefeitura.
O assistencialismo acontece há décadas na cidade e até hoje a Promotoria Eleitoral de Contagem não se deu conta dos malefícios causados à população. ONGs, associações, OSCIPs, são várias a modalidades de instituições que oferecem algo em troca de votos.
Instituições usadas por várias administrações municipais, políticos com e sem mandatos, prefeitos, vereadores e deputados, que colocam laranjas à frente de instituições ditas sem fins lucrativos para lucrar com os votos dos beneficiados.
Nas duas últimas administrações municipais, as instituições foram usadas para contratar agentes de endemias, funcionários para os restaurantes populares e outras demandas da prefeitura. Manobras utilizadas para driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal e contratar.
Os vereadores e deputados de Contagem que oferecem benefícios assistencialistas ano após ano são elogiados pela população enganada. Fisioterapia, hidroginástica, dentista, médico de várias especialidades, acupuntura, assistência jurídica e outros benefícios são ofertados. Tudo para atrair os votos dos cidadãos, principalmente, dos mais pobres e necessitados.
É assim que se faz em Contagem. Jogam-se migalhas para a população carente, que fica dependente da situação, é fisgada e, nos anos eleitorais, é cobrada com os votos de toda a família. É assim que se faz há décadas. Por isso existem vereadores que estão na Câmara Municipal de Contagem há mais de 30 anos.
São sempre os mesmos assistencialistas. O PT de Marília Campos aliado ao PCdoB de Carlin Moura, que ganhou o apoio do PMDB de Newton Cardoso, de Domingos de Castro, do PPL, e do PR do ex-prefeito Ademir Lucas. Todos querendo uma boquinha ao lado do pseudo rei, chefe do Executivo contagense.
Fica claro que a compra de votos em Contagem é uma realidade que se perpetua há décadas. Prática ilegal que todos sabem que existe em todo o Brasil e ninguém faz nada para acabar com essa imoralidade. Cadê a Justiça Eleitoral? Cadê a Promotoria Eleitoral, que recebe milhares de denúncias e não dá satisfação à população?
Enquanto a reforma eleitoral não acontecer e as punições não existirem, os cidadãos de bem terão governos corruptos, assistencialistas e incompetentes. Governos que se elegem, viram as costas para o povo e administram conforme os interesses do rei e seus amiginhos. Absurdo nacional!