Em frente a Câmara Municipal de Contagem
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Legislativo contagense com arvores
Legislativo contagense sem arvores /Fotos: Robson Rodrigues
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Legislativo contagense com arvores
Legislativo contagense sem arvores /Fotos: Robson Rodrigues
Enfim 2020, ano de eleições municipais. Oportunidade para os eleitores tentarem melhorar a qualidade dos representantes públicos que estão mais próximos dos cidadãos. Três anos são mais que suficientes para avaliar as ações do prefeito e vereadores.
Em Contagem foram anos conturbados. Por diversas vezes, a Câmara Municipal foi ocupada e quase invadida por populares insatisfeitos com os projetos de leis que foram votados. Mesmo assim, a população não teve voz ativa, tudo foi aprovado a contra gosto.
A legislatura 2017/2020 iniciou com uma medida impopular que afetou o bolso de grande parcela da população. A volta do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU residencial pegou todos de surpresa ainda em 2016, quando vereadores aprovaram a cobrança do tributo após 27 anos de isenção.
A manobra política considerada “Golpe” pela população aconteceu logo após o segundo turno das eleições e foi efetivado nos últimos dias de dezembro como presente de Papai Noel. Os contagenses viraram o ano indignados e continuaram indignados com a ação orquestrada por políticos eleitos, releitos e até pelos derrotados nas urnas. Todos saíram ganhando, menos o povo.
O tributo foi cobrado, quem não pagou caiu na divida ativa e muitos tiveram os nomes negativados. Mas os grandes devedores foram anistiados com o REFIS - Programa de Recuperação Fiscal que tem como objetivo facilitar a regularização de tributos em atraso de pessoas jurídicas ou físicas. Os demais tiveram que se virar para pagar. Dois pesos, duas medidas.
Trabalho ou a falta dele
Não foi somente o IPTU que desagradou os contagenses. A Feira de Artesanato do Eldorado correu risco de acabar, mas graças à pressão popular foi transferida e continua. Mas a população perdeu a praça Iria Diniz e corre o risco de perder o Camelódromo, centro de compras popular que funciona a décadas no local.
Falta d`água
A população de Contagem anda preocupada com um iminente racionamento d`água que pode ser causado pela especulação imobiliária que pretende povoar a cidade e colocar em risco o bem estar de todos.
Em nome do desenvolvimento e da geração de empregos, um novo Plano Diretor foi aprovado pelos vereadores e recentemente a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo também foi aprovada a contra gosto da população.
Com isso, Contagem perdeu as áreas rurais e passou a permitir a construção de prédios residenciais na bacia de Vargem das Flores. Os mananciais que abastecem a represa estão em risco e até áreas de interesse social foram criadas para camuflar e garantir que construtoras explorem ao máximo as áreas verdes ainda disponíveis na cidade.
Curral eleitoral
Os currais eleitorais continuam existindo em Contagem. Associações e ONGs criadas e mantidas por políticos locais para oferecer vários benefícios, fisioterapia, hidroginástica, dentista, médico, pré Enem e outros benefícios. Os cidadãos fragilizados são devidamente cadastrados e mantidos com o voto de cabresto - mecanismo de compra de votos que utiliza a máquina pública.
A prática característica da época do coronelismo ainda é recorrente no interior do Brasil, inclusive em Contagem. Na cidade existem vereadores com mais de trinta anos de mandato que se gabam com os mais de três mil votos certos e contabilizados por meio desse mecanismo que vem garantindo o acesso aos cargos eletivos há décadas.
Quem vota em político que corta árvores saudáveis?
O poder pelo poder. O grande comendo o pequeno. O rico comprando o pobre com promessas e migalhas. O poder econômico somado ao poder político permitindo desmandos em Contagem como o corte de duas arvores saudáveis, somente para que uma reforma de um prédio fique visível. O presidente mandou, o serviçal cortou, mesmo a contra gosto.
Desmatamentos que colocam em risco a segurança hídrica da cidade. Desmandos que autorizam construções de centenas de prédios em áreas de preservação sem garantir água, escolas, saúde, segurança, lazer e bem estar para a população.
Tudo pelo dinheiro! Tudo pelo bem de suas respectivas famílias. Nada para o povo. Você votaria nesse tipo de político?

Legislativo quando haviam árvores
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Em Contagem foram anos conturbados. Por diversas vezes, a Câmara Municipal foi ocupada e quase invadida por populares insatisfeitos com os projetos de leis que foram votados. Mesmo assim, a população não teve voz ativa, tudo foi aprovado a contra gosto.
A legislatura 2017/2020 iniciou com uma medida impopular que afetou o bolso de grande parcela da população. A volta do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU residencial pegou todos de surpresa ainda em 2016, quando vereadores aprovaram a cobrança do tributo após 27 anos de isenção.
A manobra política considerada “Golpe” pela população aconteceu logo após o segundo turno das eleições e foi efetivado nos últimos dias de dezembro como presente de Papai Noel. Os contagenses viraram o ano indignados e continuaram indignados com a ação orquestrada por políticos eleitos, releitos e até pelos derrotados nas urnas. Todos saíram ganhando, menos o povo.
O tributo foi cobrado, quem não pagou caiu na divida ativa e muitos tiveram os nomes negativados. Mas os grandes devedores foram anistiados com o REFIS - Programa de Recuperação Fiscal que tem como objetivo facilitar a regularização de tributos em atraso de pessoas jurídicas ou físicas. Os demais tiveram que se virar para pagar. Dois pesos, duas medidas.
Trabalho ou a falta dele
Não foi somente o IPTU que desagradou os contagenses. A Feira de Artesanato do Eldorado correu risco de acabar, mas graças à pressão popular foi transferida e continua. Mas a população perdeu a praça Iria Diniz e corre o risco de perder o Camelódromo, centro de compras popular que funciona a décadas no local.
Falta d`água
A população de Contagem anda preocupada com um iminente racionamento d`água que pode ser causado pela especulação imobiliária que pretende povoar a cidade e colocar em risco o bem estar de todos.
Em nome do desenvolvimento e da geração de empregos, um novo Plano Diretor foi aprovado pelos vereadores e recentemente a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo também foi aprovada a contra gosto da população.
Com isso, Contagem perdeu as áreas rurais e passou a permitir a construção de prédios residenciais na bacia de Vargem das Flores. Os mananciais que abastecem a represa estão em risco e até áreas de interesse social foram criadas para camuflar e garantir que construtoras explorem ao máximo as áreas verdes ainda disponíveis na cidade.
Curral eleitoral
Os currais eleitorais continuam existindo em Contagem. Associações e ONGs criadas e mantidas por políticos locais para oferecer vários benefícios, fisioterapia, hidroginástica, dentista, médico, pré Enem e outros benefícios. Os cidadãos fragilizados são devidamente cadastrados e mantidos com o voto de cabresto - mecanismo de compra de votos que utiliza a máquina pública.
A prática característica da época do coronelismo ainda é recorrente no interior do Brasil, inclusive em Contagem. Na cidade existem vereadores com mais de trinta anos de mandato que se gabam com os mais de três mil votos certos e contabilizados por meio desse mecanismo que vem garantindo o acesso aos cargos eletivos há décadas.
Quem vota em político que corta árvores saudáveis?
O poder pelo poder. O grande comendo o pequeno. O rico comprando o pobre com promessas e migalhas. O poder econômico somado ao poder político permitindo desmandos em Contagem como o corte de duas arvores saudáveis, somente para que uma reforma de um prédio fique visível. O presidente mandou, o serviçal cortou, mesmo a contra gosto.
Desmatamentos que colocam em risco a segurança hídrica da cidade. Desmandos que autorizam construções de centenas de prédios em áreas de preservação sem garantir água, escolas, saúde, segurança, lazer e bem estar para a população.
Tudo pelo dinheiro! Tudo pelo bem de suas respectivas famílias. Nada para o povo. Você votaria nesse tipo de político?

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