Foto: Polícia Civil/Divulgação
A terceira fase da operação Alma Penada, que combate um esquema de sonegação fiscal envolvendo um dos dez maiores atacadistas do país, cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Contagem, bem como seis em Belo Horizonte, um em Nova Lima e outros dois em Poços de Caldas, onde está sediada a principal empresa beneficiada pelo conluio.
A ação, desempenhada pela Polícia Civil (PCMG) em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda, o Ministério Público e a Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais, resultou na apreensão de documentos, computadores, celulares e pendrives na última quinta-feira (26).
“Na operação de hoje, foram apreendidos vários documentos que são muito importantes para corroborar com a nossa investigação, além dos indícios que já temos. O próximo passo é analisar toda essa documentação e todo o material eletrônico apreendidos”, disse a delegada Karla Hermont.
Apuração
De acordo com a PCMG, crimes de sonegação fiscal, organização criminosa e lavagem de dinheiro estão sendo investigados nesse caso. Juntas, as penas somam mais de dez anos de prisão.
“A partir de agora, é identificar novas empresas atacadistas que, porventura, façam parte também desse esquema”, afirma Karla.
A operação
As investigações da Alma Penada tiveram início com as operações Irmandade e Nerd, em 2018, que identificaram a existência de um esquema articulado por um suposto empresário responsável por criar empresas fantasmas dentro e fora do território mineiro.
As firmas eram usadas para a emissão de notas fiscais falsas que possibilitavam a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para diversos atacadistas do Estado, conforme informado pela PCMG. As três operações já geraram mais de R$ 20 milhões em autuações.
A terceira fase da Alma Penada contou com a participação de 28 policiais civis, entre investigadores e delegados, 42 auditores fiscais e três promotores de Justiça.