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O réu, o sargento Figueiredo é julgado nesta quinta-feira (3), desde às 9h, no Fórum de Contagem, pela morte de Marcos Vinícius Vieira Couto, de 29 anos, durante uma abordagem policial em 16 de julho de 2022.
O sargento responde por homicídio por ter disparado três vezes na vítima com o argumento de legítima defesa. O caso gerou polêmica, porque o policial afirma que a vítima estava armada e tentou pegar o fuzil do PM.
Mas a família e as imagens da ação, gravadas por moradores, mostram que a vítima não esboçou nenhuma reação, foi levado para trás de uma Kombi e baleado pelo sargento.
Na época, a porta-voz da PM, a major Laila Brunela, justificou a ação apresentando a ficha corrida da vítima e afirmou que o vídeo viralizado nas redes sociais contradizendo o que foi mencionado no boletim de ocorrência - BO.

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Versões opostas e lacunas nas provas
O Ministério Público acusa o militar de homicídio, com o argumento que não houve justificativa para os tiros disparados contra Marcos Vinícius. Segundo a denúncia, a vítima não teria representado uma ameaça real e letal ao policial no momento da abordagem.
Já a defesa do sargento Figueiredo sustenta que o disparo foi realizado em legítima defesa, ao alegar que Marcos tentou tomar a arma do policial, o que teria levado à reação imediata.
O advogado de defesa, Berlink Cantelmo, afirma que o militar seguiu os protocolos técnicos e operacionais da Polícia Militar. Um dos pontos mais controversos do julgamento é as imagens do momento exato do disparo que correu atrás de uma Kombi.

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Impacto e expectativas para o julgamento
O caso reacende o debate sobre abordagens policiais em áreas vulneráveis, o uso da força letal e os desafios enfrentados pelas forças de segurança em operações de alto risco.
A sessão no Tribunal do Júri de Contagem é acompanhada de perto por familiares da vítima, representantes de direitos humanos e autoridades da segurança pública.
A expectativa da defesa é comprovar que a ação do policial foi legítima, enquanto a acusação busca evidenciar que houve excesso no uso da força.
O julgamento pode se estender por horas ou até dias, dependendo da complexidade dos depoimentos e das provas apresentadas.