Data de publicação: 19-03-2012 00:00:00

Vencedora de prêmio Nobel defende punição contra homossexuais

Foto: Issouf Sanogo

A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, uma das vencedoras do Prêmio Nobel da Paz de 2011, apoia lei do país que criminaliza os homossexuais.

A presidente disse em uma entrevista ao jornal inglês “The Guardian” com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que os costumes naturais humanos se traduzem a união entre o homem e a mulher.

"Nós gostamos de nós mesmos do jeito que somos. Temos certos valores tradicionais em nossa sociedade que gostaríamos de preservar".

A opinião é justamente contrária aos pensamento de Tony Blair, que durante  mais de 10 anos como premiê, ele foi reconhecido por lutar pela igualdade de direitos homossexuais, pressionando leis sobre união civil. Tony Blair não quis se pronunciar sobre o assunto.

A legislação liberiana pune a "sodomia voluntária" (sexo anal) com até um ano de prisão, mas se depender da presidente, o país terá leis mais severas.

A atitude de Ellen Johnson contradiz sua própria história política. A primeira mulher a chefiar um país no continente africano recebeu o prêmio Nobel da Paz pela luta não-violenta para a segurança e direitos das mulheres à sua plena participação na construção da paz e trabalho.

Leis africanas sobre homessexualismo

A Libéria não é o único país da África que criminaliza os homossexuais. Em Uganda, os homossexuais podem pegar prisão perpétua. Na Nigéria, Mauritânia, Sudão e Somália, ser gay pode condenar o cidadão à pena de morte.

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